Montagem mostra Benjamin Netanyahu e Recep Tayyip Erdogan Reuters A Turquia emitiu uma ordem de prisão internacional nesta sexta-feira (21) contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e outro cidadão israelense, Afek Moskovitch. A medida faz parte de uma investigação sobre a detenção de ativistas que participavam da chamada "Flotilha para Gaza". O anúncio foi feito pelo ministro turco da Justiça, Akin Gurlek. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo ele, o pedido de alerta vermelho foi encaminhado ao Ministério do Interior. O objetivo é permitir a prisão internacional de Netanyahu e Moskovitch. Os dois já tinham sido alvo de mandados de prisão emitidos em 14 de julho, sob acusação de "genocídio". As autoridades turcas também os investigam por crimes contra a humanidade, privação de liberdade, agressão, tortura, destruição de propriedade, pilhagem e apropriação de veículos. O caso envolve uma operação de Israel contra a "Flotilha Global Sumud". Cerca de 430 pessoas que estavam em aproximadamente 50 barcos foram interceptadas pelo Exército israelense no Mediterrâneo, em maio. Segundo as autoridades turcas, os ativistas foram levados à força para Israel, onde ficaram detidos na prisão de Ktziot antes de serem expulsos do país. LEIA TAMBÉM Israel admite que soldados atiraram em carro de Hind Rajab, palestina de 5 anos cuja história virou filme VÍDEO: ministro de Netanyahu mostra futuro 'centro de enforcamento' de presos com 'cabines de observação' Propaganda política de Netanyahu põe prefeito de NY junto de líderes do Irã e do Hezbollah; veja FOTO Os participantes haviam partido da Turquia com o objetivo de chamar a atenção para a situação humanitária na Faixa de Gaza, devastada por mais de dois anos de guerra. A flotilha também tentou romper o bloqueio marítimo imposto por Israel ao território palestino. Após o anúncio da Turquia, o gabinete de Netanyahu chamou o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, de "ditador antissemita". Em comunicado, afirmou que Israel continuará "agindo com firmeza contra as tentativas da Turquia de desestabilizar a região". "Erdogan é um ditador antissemita que massacrou curdos, apoia o massacre perpetrado pela organização terrorista Hamas e oprime seu próprio povo", afirmou o gabinete do primeiro-ministro israelense. Em abril, outra flotilha com destino a Gaza havia sido interceptada por Israel na costa da Grécia. O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, também provocou críticas ao divulgar um vídeo que mostrava ativistas da flotilha ajoelhados e com as mãos amarradas após serem detidos no mar. A troca de acusações ocorre em meio ao aumento das tensões entre os dois países. Na quinta-feira (20), Netanyahu acusou a Turquia de tentar estabelecer uma presença militar no norte da Síria. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou no X que Erdogan "está arrastando a Turquia para uma aventura perigosa na Síria". A Presidência da Turquia respondeu nesta sexta-feira (21) que a tentativa do governo Netanyahu de apresentar o país como uma nova ameaça seria parte de uma "manobra política mesquinha" para obter "vantagem eleitoral".
Turquia emite ordem de prisão contra Netanyahu por detenção de ativistas
Piemonte Escrito em 21/08/2026
Montagem mostra Benjamin Netanyahu e Recep Tayyip Erdogan Reuters A Turquia emitiu uma ordem de prisão internacional nesta sexta-feira (21) contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e outro cidadão israelense, Afek Moskovitch. A medida faz parte de uma investigação sobre a detenção de ativistas que participavam da chamada "Flotilha para Gaza". O anúncio foi feito pelo ministro turco da Justiça, Akin Gurlek. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo ele, o pedido de alerta vermelho foi encaminhado ao Ministério do Interior. O objetivo é permitir a prisão internacional de Netanyahu e Moskovitch. Os dois já tinham sido alvo de mandados de prisão emitidos em 14 de julho, sob acusação de "genocídio". As autoridades turcas também os investigam por crimes contra a humanidade, privação de liberdade, agressão, tortura, destruição de propriedade, pilhagem e apropriação de veículos. O caso envolve uma operação de Israel contra a "Flotilha Global Sumud". Cerca de 430 pessoas que estavam em aproximadamente 50 barcos foram interceptadas pelo Exército israelense no Mediterrâneo, em maio. Segundo as autoridades turcas, os ativistas foram levados à força para Israel, onde ficaram detidos na prisão de Ktziot antes de serem expulsos do país. LEIA TAMBÉM Israel admite que soldados atiraram em carro de Hind Rajab, palestina de 5 anos cuja história virou filme VÍDEO: ministro de Netanyahu mostra futuro 'centro de enforcamento' de presos com 'cabines de observação' Propaganda política de Netanyahu põe prefeito de NY junto de líderes do Irã e do Hezbollah; veja FOTO Os participantes haviam partido da Turquia com o objetivo de chamar a atenção para a situação humanitária na Faixa de Gaza, devastada por mais de dois anos de guerra. A flotilha também tentou romper o bloqueio marítimo imposto por Israel ao território palestino. Após o anúncio da Turquia, o gabinete de Netanyahu chamou o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, de "ditador antissemita". Em comunicado, afirmou que Israel continuará "agindo com firmeza contra as tentativas da Turquia de desestabilizar a região". "Erdogan é um ditador antissemita que massacrou curdos, apoia o massacre perpetrado pela organização terrorista Hamas e oprime seu próprio povo", afirmou o gabinete do primeiro-ministro israelense. Em abril, outra flotilha com destino a Gaza havia sido interceptada por Israel na costa da Grécia. O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, também provocou críticas ao divulgar um vídeo que mostrava ativistas da flotilha ajoelhados e com as mãos amarradas após serem detidos no mar. A troca de acusações ocorre em meio ao aumento das tensões entre os dois países. Na quinta-feira (20), Netanyahu acusou a Turquia de tentar estabelecer uma presença militar no norte da Síria. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou no X que Erdogan "está arrastando a Turquia para uma aventura perigosa na Síria". A Presidência da Turquia respondeu nesta sexta-feira (21) que a tentativa do governo Netanyahu de apresentar o país como uma nova ameaça seria parte de uma "manobra política mesquinha" para obter "vantagem eleitoral".
