Jaques Wagner e Augusto Lima: Veja quem são os alvos da 9º fase da Compliance Zero

Piemonte Escrito em 18/06/2026

Jaques Wagner é alvo de nova fase da operação Compliance Zero A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18) a 9ª fase da Operação Compliance Zero. Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, sendo um dos alvos o a senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado. Relembre aqui as fases anteriores da operação Quem é Jaques Wagner, senador alvo da 9ª fase da Compliance Zero que mira caso Master Os alvos da nova fase da Operação Compliance Zero, conforme detalhado nos documentos judiciais, dividem-se entre agentes públicos, gestores bancários, operadores financeiros e empresas interpostas. A investigação apura crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Veja quem são os alvos: Jaques Wagner: Senador da República, é apontado pela Polícia Federal como o beneficiário central de vantagens econômicas indevidas. As investigações indicam que ele teria recebido benefícios como o uso de aeronaves privadas, ingressos para shows internacionais e a aquisição oculta de um apartamento de luxo, além de pagamentos a empresas de seu núcleo familiar. Em troca, teria atuado parlamentarmente em temas de interesse do Banco Master, como emendas sobre crédito consignado e o Fundo Garantidor de Créditos. Augusto Ferreira Lima: Gestor ligado ao Banco Master e principal interlocutor privado de Jaques Wagner. É descrito como a figura central na entrega de vantagens, coordenando desde o uso de jatos até a operacionalização financeira para a compra do imóvel indicado pelo senador e os repasses para a BN Financeira. Eduardo Mendonça Sodré Martins: Enteado de Jaques Wagner e gestor da BN Financeira Ltda. Teria exercido papel ativo na cobrança de pagamentos junto a Augusto Lima e é associado a planilhas de repasses que totalizam mais de R$ 2,3 milhões sob o apelido "Dudu". Bonnie Toaldo Bonilha: Cônjuge de Eduardo Sodré e vinculada à estrutura societária da BN Financeira. Patrich Toaldo Bonilha: Vinculado à BN Representações Tecnológicas Ltda. no contexto do núcleo familiar Sodré/Bonilha. Guilherme Henrique Sodré Martins ("Tio Guiga"): Pai de Eduardo Sodré e pessoa de confiança de Jaques Wagner. Atuaria como articulador entre o Banco Master, o gabinete do senador e o núcleo familiar, inclusive em tratativas sobre o imóvel Poème Horto após o início das investigações. Valério Marega Júnior ("Valério Fundos") : Operador financeiro ligado a estruturas de fundos do Banco Master. Foi acionado por Augusto Lima para a operacionalização da compra do apartamento do empreendimento Poème Horto. David Lopes Monteiro: Operador vinculado ao núcleo empresarial e jurídico. Alvo de busca e restrições pessoais. Luiz Antonio Lombardi: Diretor da Epítome S.A., empresa que adquiriu formalmente o imóvel em Salvador. É suspeito de atuar como pessoa interposta (laranja) para ocultar o real beneficiário da compra, dada a incompatibilidade de seu histórico laboral com a gestão de grandes capitais Andréa Lima Novaes: Diretora da PKL One Participações S.A. e prima de Augusto Lima. Teria viabilizado a transferência de R$ 3,5 milhões para a BN Financeira e integraria estruturas empresariais sob controle fático de terceiros. BN Financeira Ltda.: Empresa central no eixo de pagamentos ao núcleo familiar de Jaques Wagner. Apesar de constituída como microempresa e sem estrutura operacional aparente, recebeu R$ 3,5 milhões da PKL One, funcionando, em tese, para dar aparência de licitude a repasses indevidos. Suas atividades foram suspensas judicialmente. BN Representações Tecnológicas Ltda.: Empresa vinculada ao mesmo núcleo da BN Financeira, com a qual compartilha contador, telefone e endereço. É investigada por integrar o circuito de dissimulação de valores, tendo também suas atividades suspensas. PKL One Participações S.A. (Credcesta): Empresa ligada ao núcleo de Augusto Lima que efetuou a transferência milionária para a BN Financeira. Está inserida no contexto de negócios de crédito consignado que aproximaram o senador Wagner dos gestores do Banco Master. Terra Firme da Bahia Ltda.: Empresa vinculada a Augusto Lima e onde Andréa Novaes possui vínculo profissional. É citada pelo trânsito de presentes de alto valor entre os investigados, como itens de empório acompanhados de bilhetes manuscritos. GF4.15 Participações e Consultoria Ltda.: Sociedade administrada por Guilherme Sodré. Seu CNPJ foi compartilhado entre os operadores do esquema, o que sugere sua utilização no circuito financeiro ou documental sob investigação. Sobre a 9ª fase da Compliance Zero A decisão proferida por André Mendonça trata do deferimento parcial de medidas de busca e apreensão pessoal e domiciliar contra diversos investigados. A investigação apura crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos financeiros que envolveriam gestores do antigo Banco Master e o Senador Jaques Wagner. A decisão fundamenta-se em três eixos principais de investigação: Vantagens indevidas e ocultação patrimonial: Há indícios de que o Senador teria recebido vantagens econômicas, destacando-se a aquisição de um apartamento de luxo em Salvador por meio de estruturas societárias e financeiras interpostas para ocultar o beneficiário final. Repasses financeiros: A Polícia Federal identificou pagamentos e transferências expressivas (como uma de R$ 3,5 milhões) para a empresa BN Financeira Ltda., vinculada ao núcleo familiar do Senador. Atuação parlamentar: A investigação apura se o Senador teria atuado no Congresso Nacional em defesa dos interesses do Banco Master, especificamente em temas como crédito consignado, limites do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e na fiscalização da aquisição do Banco Master pelo BRB Esta reportagem está em atualização GloboPop: veja os vídeos do palco da Andréia Sadi