Em convenção, PDT, de Carlos Lupi, oficializa apoio à pré-candidatura de Lula à reeleição

Piemonte Escrito em 21/07/2026


O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, durante convenção nacional do partido em Brasília Reprodução/YouTube PDT O Partido Democrático Trabalhista (PDT) anunciou nesta segunda-feira (20), durante convenção nacional do partido, o apoio à pré-candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O apoio foi aprovado por unanimidade dos presentes na convenção. O evento, realizado na sede nacional do partido em Brasília, contou com a presença do presidente Lula e de lideranças da sigla, como o presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, que comandou o encontro. 🔎Lupi foi ministro da Previdência no terceiro mandato de Lula, mas deixou o cargo em maio de 2025, após a revelação de um esquema de fraudes e desvios de dinheiro de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O ex-ministro não foi indiciado pela Polícia Federal no relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada. As convenções partidárias começaram nesta segunda (20) e vão até o dia 5 de agosto. Nesse período, os partidos reúnem filiados para definir os candidatos que disputarão as eleições, a formação de coligações e quais postulantes apoiarão nas urnas. Agora no g1 O PDT foi o primeiro partido a formalizar apoio à campanha do presidente Lula à reeleição. “Estamos somando aquilo que nos une e, porventura, em algum momento nos desuniu, esquecendo isso para olhar para frente”, afirmou Lupi. Nas últimas disputas eleitorais, o PDT lançou Ciro Gomes no primeiro turno e apoiou Lula apenas na reta final da campanha. Com a mudança de Ciro para o PSDB, o PDT decidiu não lançar candidato próprio, antecipando o apoio a Lula. Ciro Gomes disputará o governo do Ceará pelo PSDB, em aliança com o PL. Em sua fala, Lupi ecoou as críticas aos Estados Unidos e disse que Lula representa a antítese do presidente norte-americano. "Hoje nosso ato é ato de reencontro com a nossa história. De reestabelecimento do nosso caminho. Dizer ao presidente Lula que PDT não falta. Votamos Lula, votamos 13". Durante o evento, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse que as eleições deste ano serão as mais importantes dos últimos anos e que a vitória de Lula sinaliza para a defesa da democracia. “Por ser hoje o presidente Lula a maior liderança do mundo democrático, nós sabemos que a vitória do presidente Lula também vai sinalizar com o mundo que é possível sim derrotar o fascismo e a ultra direita, afirmou. O presidente do PT ainda fez críticas aos Estados Unidos e afirmou que o Brasil "não é quintal nem puxadinho dos EUA". Críticas a Ciro Gomes O líder do PDT na Câmara, deputado André Figueiredo (CE), disse que, com a saída de Ciro Gomes da sigla, o partido voltou a ser o "PDT raiz". "Não existe luta fácil. Mas a vitória só é mais comemorada quando a gente sua, quando a gente constrói no coletivo, e não com uma pessoa que se acha dona de tudo. Com a saída do nosso ex-companheiro Ciro, o pessoal falou que o PDT do Ceará morreu. Morreu nada. Voltamos a ser o que éramos. PDT raiz", alfinetou Figueiredo. Sem mencionar Ciro Gomes, a vice-presidente do PDT, Sírley Soalheiro, disse que "quem saiu do partido é que perdeu". “As coisas mudaram. Mas eu digo aquilo que o presidente Lupi falou: nós não perdemos aquilo que nós não temos. Então, quem saiu é que perdeu. Mas, de qualquer forma, foi difícil reorganizar essa chapa. Reorganizamos e estamos aqui” afirmou a atual vice-presidente nacional do PDT, Sírley Soalheiro. Na mesma linha, o ex-prefeito de Aracaju (SE), Edvaldo Nogueira, afirmou que o partido "não pode" repetir a divisão, que "foi ruim para o partido no passado". "Não tem outro caminho que não seja a aliança que vamos construir com o presidente Lula para que a gente possa, juntos, enfrentar a barbárie, enfrentar a opressão, enfrentar a corrupção e enfrentar os desmandos que nós sabemos que foram feitos no governo Bolsonaro", disse.