Macho da espécie descansando na vegetação Tomas Dias de Oliveira Uma nova espécie de libélula acaba de entrar para o mapa da biodiversidade brasileira. O inseto foi descoberto no Parque Estadual Pico do Itambé, na cordilheira do Espinhaço, em Minas Gerais. Batizada de Hetaerina giselae, a espécie foi registrada durante um projeto de inventário da fauna de insetos e aracnídeos da unidade de conservação, realizado entre maio de 2024 e janeiro de 2025. 📱 Receba conteúdos do Terra da Gente também no WhatsApp O trabalho foi desenvolvido por meio de uma parceria entre o IFSULDEMINAS (Campus Inconfidentes), o IFMG (Campus Bambuí), a USP de Ribeirão Preto (SP) e a UFTM. Segundo o coordenador do Laboratório de Zoologia do IFSULDEMINAS, professor doutor Marcos Magalhães de Souza, o levantamento faz parte de um esforço para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade do parque. De acordo com o pesquisador, desde a coleta do exemplar em campo até a confirmação de que se tratava de uma espécie inédita, o processo levou cerca de cinco meses. Veja mais do Terra da Gente: PIMENTA-DE-MACACO: Planta do quintal da avó pode ajudar na saúde feminina; entenda ENTRE RASTROS: Morador cria projeto e flagra onças, gavião caçando cobra e a "vida secreta" da mata em MG VÍDEO: Aves 'fazem fila' e esperam milho ser descascado para fazer banquete Diferença nos detalhes a = macho / b = fêmea / c = asas Diogo Vilela Inicialmente, o inseto chegou a ser confundido com uma espécie já conhecida do gênero Hetaerina. “De início, parecia uma espécie já conhecida do gênero Hetaerina, mas, ao analisar o material em laboratório, observamos diferenças na genitália do macho, o que sugeriu que poderia ser uma espécie nova. Essa suspeita foi confirmada posteriormente por meio da análise genética”, explicou o professor. A nova espécie recebeu o nome Hetaerina giselae em uma homenagem à mãe do aluno de mestrado Tomas Dias de Oliveira, que participou da pesquisa. Até o momento, os pesquisadores sabem que a libélula ocorre em ambientes associados à água corrente, especialmente em áreas de cachoeira, um padrão semelhante ao de outras espécies do mesmo grupo. Veja o que é destaque no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Alerta para a conservação Para o professor Marcos Magalhães de Souza, a descoberta vai muito além da descrição de uma nova espécie: ela reforça a importância da preservação dos ecossistemas de Campo Rupestre. “Essa descoberta mostra a importância da conservação do Campo Rupestre para a proteção da biota do Brasil, em particular na região do Espinhaço, e ajuda a justificar os investimentos públicos na pesquisa científica e na manutenção do Parque Estadual Pico do Itambé”, afirmou o pesquisador. VÍDEOS: Destaques Terra da Gente Veja mais conteúdos sobre a natureza no Terra da Gente
FOTO: 'Escondida' nas cachoeiras de MG, nova espécie de libélula é encontrada
Piemonte Escrito em 11/02/2026
Macho da espécie descansando na vegetação Tomas Dias de Oliveira Uma nova espécie de libélula acaba de entrar para o mapa da biodiversidade brasileira. O inseto foi descoberto no Parque Estadual Pico do Itambé, na cordilheira do Espinhaço, em Minas Gerais. Batizada de Hetaerina giselae, a espécie foi registrada durante um projeto de inventário da fauna de insetos e aracnídeos da unidade de conservação, realizado entre maio de 2024 e janeiro de 2025. 📱 Receba conteúdos do Terra da Gente também no WhatsApp O trabalho foi desenvolvido por meio de uma parceria entre o IFSULDEMINAS (Campus Inconfidentes), o IFMG (Campus Bambuí), a USP de Ribeirão Preto (SP) e a UFTM. Segundo o coordenador do Laboratório de Zoologia do IFSULDEMINAS, professor doutor Marcos Magalhães de Souza, o levantamento faz parte de um esforço para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade do parque. De acordo com o pesquisador, desde a coleta do exemplar em campo até a confirmação de que se tratava de uma espécie inédita, o processo levou cerca de cinco meses. Veja mais do Terra da Gente: PIMENTA-DE-MACACO: Planta do quintal da avó pode ajudar na saúde feminina; entenda ENTRE RASTROS: Morador cria projeto e flagra onças, gavião caçando cobra e a "vida secreta" da mata em MG VÍDEO: Aves 'fazem fila' e esperam milho ser descascado para fazer banquete Diferença nos detalhes a = macho / b = fêmea / c = asas Diogo Vilela Inicialmente, o inseto chegou a ser confundido com uma espécie já conhecida do gênero Hetaerina. “De início, parecia uma espécie já conhecida do gênero Hetaerina, mas, ao analisar o material em laboratório, observamos diferenças na genitália do macho, o que sugeriu que poderia ser uma espécie nova. Essa suspeita foi confirmada posteriormente por meio da análise genética”, explicou o professor. A nova espécie recebeu o nome Hetaerina giselae em uma homenagem à mãe do aluno de mestrado Tomas Dias de Oliveira, que participou da pesquisa. Até o momento, os pesquisadores sabem que a libélula ocorre em ambientes associados à água corrente, especialmente em áreas de cachoeira, um padrão semelhante ao de outras espécies do mesmo grupo. Veja o que é destaque no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Alerta para a conservação Para o professor Marcos Magalhães de Souza, a descoberta vai muito além da descrição de uma nova espécie: ela reforça a importância da preservação dos ecossistemas de Campo Rupestre. “Essa descoberta mostra a importância da conservação do Campo Rupestre para a proteção da biota do Brasil, em particular na região do Espinhaço, e ajuda a justificar os investimentos públicos na pesquisa científica e na manutenção do Parque Estadual Pico do Itambé”, afirmou o pesquisador. VÍDEOS: Destaques Terra da Gente Veja mais conteúdos sobre a natureza no Terra da Gente
