Alcolumbre diz que plenário do Senado votará MP da taxa das blusinhas na próxima semana, e CCJ analisará 6x1 e PEC da Segurança

Piemonte Escrito em 26/08/2026


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou nesta quarta-feira (26) que o Congresso votará na próxima semana a medida provisória que acabou com a chamada "taxa das blusinhas". O texto, segundo o senador, será analisado na Câmara e no Senado. Alcolumbre também disse que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado vai analisar na próxima semana as propostas de emenda à Constituição (PECs) que tratam do fim da escala 6x1 e da Segurança Pública. Ele não garantiu, no entanto, que os textos serão levados ao plenário principal da Casa na próxima semana, em que os congressistas farão um "esforço concentrado", ou seja, a última semana de votações antes do primeiro turno das eleições. O presidente do Senado fez os anúncios após um almoço no Palácio da Alvorada com os presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Taxa das blusinhas Agora no g1 A medida provisória citada por Lula, Motta e Alcolumbre em declaração após a reunião no Alvorada acabou com a chamada taxa das blusinhas, o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A MP foi publicada em maio e tem até 8 de setembro para ser aprovada ou rejeitada pelo Congresso. Caso a votação não ocorra, o imposto voltará a ser cobrado em 9 de setembro. Ou seja, o governo corre contra o tempo para a aprovação da medida. Nas últimas semanas, Lula tem reforçado a importância e chegou a pedir explicitamente a aprovação da MP por parte do Congresso. A pressão por parte do governo se dá porque o Congresso, até o momento, não definiu presidente e relator da comissão responsável por analisar a MP antes dos plenários da Câmara e do Senado votarem. Redução de jornada Alcolumbre, Lula e Motta, após reunião no Palácio da Alvorada nesta quarta-feira (26) Reprodução/X A PEC que reduz a jornada de trabalho no país está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde, segundo Alcolumbre, deve ser votada na próxima semana. Aliados de Lula pressionam os senadores para que a votação no plenário do Senado se dê no mesmo dia, mas o presidente do Senado não garantiu que isso vai acontecer. Uma PEC precisa ser aprovada na CCJ e depois seguir para votação em dois turnos no plenário do Senado. Depois da votação em primeiro turno, deve-se esperar cinco dias úteis para a votação em segundo turno. No entanto, governistas argumentam que, se houver vontade política, uma PEC não precisa demorar tanto para ser aprovada. Os senadores citam outros momentos em que propostas tiveram as votações em dois turnos feitas uma seguida da outra. O presidente do Senado não descartou a possibilidade, mas também não fez nenhuma promessa aos governistas. A expectativa no Senado é de que a conversa entre Lula e Alcolumbre possa mudar a situação.