Homem é condenado a 28 anos de prisão por morte de adolescente que dirigiu baleado para pedir socorro em MT

Piemonte Escrito em 28/10/2026


Andrei Cordeiro de Moura, de 17 anos, foi morto a tiros em 2024, em Sorriso (MT) Divulgação O Tribunal do Júri condenou Welliton Sousa, conhecido como “Neguinho Pesadelo”, a 28 anos, um mês e 10 dias de prisão, em regime inicial fechado, por fornecer a arma e dar apoio ao ataque que matou Andrei Cordeiro de Moura, de 17 anos, em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, em 2024. Mesmo baleado, o adolescente conseguiu dirigir até as proximidades da casa de familiares para buscar socorro, mas morreu após ser levado ao hospital. Welliton foi condenado por homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado contra o pai do adolescente e por integrar organização criminosa armada. Não foram divulgadas informações sobre o autor dos disparos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp O ataque ocorreu na noite de 1º de maio de 2024, no bairro Mário Raiter. Conforme a acusação, o crime foi motivado pela rivalidade entre facções: os envolvidos suspeitavam que Andrei tivesse ligação com um grupo rival ao Comando Vermelho. A mãe do adolescente negou que o filho integrasse facção. Agora no g1 Nos dois crimes contra a vida, os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe e de recurso que dificultou a defesa das vítimas. Entenda o caso Ao saber que Andrei estava sendo ameaçado, a mãe tentou providenciar uma passagem de ônibus para retirá-lo de Sorriso. Enquanto ela organizava a viagem, o pai saiu com o filho para tentar resolver a situação. Pai e filho foram até a casa onde Welliton morava. No local, o homem que depois efetuaria os disparos entrou no carro das vítimas e as convenceu a seguir até uma região afastada, próxima a um milharal. Welliton acompanhou o trajeto de moto e permaneceu nas redondezas para dar apoio ao atirador. Câmeras de vigilância registraram o encontro e a movimentação dos veículos. Segundo a acusação, as imagens comprovaram o acompanhamento das vítimas e o auxílio à fuga do executor. Durante o ataque, o pai de Andrei conseguiu sair do carro e correu, mas foi perseguido pelo atirador. Mesmo baleado, ele se escondeu no milharal e buscou ajuda posteriormente. Andrei também foi atingido, mas conseguiu conduzir o veículo até perto da casa de familiares. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital Regional de Sorriso, onde não resistiu aos ferimentos. O pai recebeu atendimento médico e sobreviveu. Após os disparos, Welliton buscou o atirador de moto, ajudou na fuga e recebeu o revólver de volta. A arma foi encontrada na casa dele no dia seguinte ao crime. A comparação entre o projétil e a arma apreendida confirmou que a bala retirada do corpo de Andrei foi disparada pelo revólver. A análise do celular de Welliton também revelou mensagens sobre a guarda e a ocultação da arma. Conforme a acusação, fotografias, vídeos e conversas demonstraram o vínculo dele com o Comando Vermelho e a participação em atividades de vigilância, monitoramento de viaturas policiais e cumprimento de ordens da facção. O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) foi representado no julgamento pelo promotor Luiz Fernando Rossi Pipino, da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Sorriso.