Acre tem três cidades entre as que mais desmataram em julho, aponta Imazon

Piemonte Escrito em 30/08/2026


Feijó, Tarauacá e Sena Madureira lideraram o desmatamento no Acre em julho de 2026 Foto: Divulgação/Batalhão de Policiamento Ambiental Feijó, Tarauacá e Sena Madureira, no interior do Acre, apareceram na lista das cidades que mais desmataram na Amazônia Legal em julho de 2026. É o que afirma um levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgado nessa quinta-feira (27). Conforme os dados, Feijó aparece na segunda posição do ranking, seguida de Tarauacá, que ocupa o terceiro lugar, e Sena Madureira, que teve o menor índice, mas ainda apareceu na lista na oitava colocação. No topo, ficou Altamira (PA). 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp O levantamento também mostra que o Acre respondeu por 22% do desmatamento detectado na região em julho, com 97 km² de área desmatada. O número representa um aumento de 73% em relação a julho de 2025, quando foram registrados 56 km² de desmatamento Dia da Terra: Acre registra queda no desmatamento e nas queimadas LEIA TAMBÉM: Desmatamento no Acre tem aumento de 300% em um ano, aponta Imazon Município do Acre volta a aparecer entre 10 que mais desmatam na Amazônia Incêndio atinge cerca de 10 hectares do Parque Nacional da Serra do Divisor no Acre; VÍDEO Apesar da alta registrada no mês, considerando o período acumulado de agosto de 2025 a julho de 2026, o Acre apresentou redução de 12% no desmatamento. Foram 327 km² de área derrubada, contra 372 km² registrados entre agosto de 2024 e julho de 2025. Degradação florestal O Acre também aparece em destaque quanto à degradação florestal. Em julho, o estado concentrou 36% do que foi detectado na Amazônia Legal, que abrange nove estados brasileiros. No total, foram 39 km² de florestas degradadas, o equivalente a mais de 31,2 mil piscinas olímpicas. 🔎 O desmatamento é a remoção total da vegetação nativa de um local para dar lugar a outro uso do solo, como pastagens ou plantações. Já a degradação é um processo de enfraquecimento em que a floresta continua de pé, mas perde sua qualidade e funções ecológicas de forma parcial. O resultado representa uma redução de 40% em comparação com julho de 2025, quando o estado registrou 65 km² de degradação. Entretanto, no acumulado de agosto de 2025 a julho de 2026, houve leve aumento. Conforme o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Imazon, o Acre contabilizou 148 km² de florestas degradadas, 3% a mais do que os 144 km² registrados no período anterior, de agosto de 2024 a julho de 2025. Unidades de conservação As áreas protegidas do Acre também aparecem em posições de destaque no levantamento. Os dados reforçam, portanto, um cenário de oscilações na pressão sobre a floresta acreana, visto que a degradação na Amazônia mais do que duplicou, passando de 175 km² em julho de 2024, para 502 km² em julho de 2025. Entre as Unidades de Conservação listadas estão: Reserva Extrativista Chico Mendes (Resex), na 3ª posição; Floresta Estadual (FES) do Rio Gregório, na 4ª; FES do Mogno, na 5ª; FES do Rio Liberdade, na 7ª; Resex Alto Juruá, na 8ª; Resex Riozinho da Liberdade, na 10ª posição. Terras indígenas O levantamento ainda aponta duas Terras Indígenas (TI) do Acre entre as áreas que aparecem no ranking. A TI Kaxinawa Nova Olinda, município de Feijó, ocupa a quarta posição, enquanto a TI Mamoadate entre Assis Brasil e Sena Madureira, interior do estado, aparece na sexta colocação. Embora julho tenha apresentado uma forte alta no desmatamento em comparação com o mesmo mês de 2025, o acumulado dos 12 meses analisados indica uma redução de 12%. No caso da degradação nas TIs, o cenário é diferente: houve queda significativa na comparação entre os meses de julho, mas o acumulado anual apresentou aumento de 3%. Em janeiro desse ano, as Unidades de Conservação (UCs) também tiveram o menor desmatamento dos últimos 11 anos na região Norte e, no Acre, três UCs figuraram entre as maiores reduções nas derrubadas, segundo o Imazon. Reveja os telejornais do Acre