Fernando Iggnácio, genro do contraventor Castor de Andrade, foi executado dentro de heliporto na Zona Oeste do Rio Luciano Belford/Agência O Dia/Estadão Conteúdo O Tribunal de Justiça do Rio inicia nesta quinta-feira (16) mais um júri popular relacionado ao homicídio do bicheiro Fernando Iggnácio, ocorrido em 2020. Os irmãos Pedro Emanuel D'onofre Andrade e Otto Samuel D'onofre Andrade vão sentar no banco dos réus e responder por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de meio cruel e uso de emboscada e meios que impossibilitaram a defesa da vítima) (entenda quais são as provas contra eles mais abaixo). O julgamento dos irmãos foi desmembrado. Inicialmente, eles seriam julgados junto com Rodrigo Silva das Neves, ex-policial militar condenado a 32 anos, 9 meses e 18 dias de prisão pelo crime. Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Suspeitos da morte do bicheiro Fernando Iggnácio deixam prédio horas após o crime A defesa dos irmãos passou por mudanças durante o processo. Pedro Emanuel D'onofre Andrade e Otto Samuel D'onofre Andrade destituíram o advogado Flavio Fernandes após um entendimento de que a atuação conjunta na defesa dos dois réus poderia causar problemas no andamento da ação. Posteriormente, o advogado foi reintegrado ao caso. O advogado também pediu a abertura de um incidente de insanidade mental para Pedro, mas a solicitação foi negada pela Justiça. Pedro Emanuel D'onofre Cordeiro, preso no Paraná em janeiro de 2025 Reprodução Otto Samuel, ex-PM de São Paulo, também preso por participação no crime Reprodução O bicheiro Rogério Andrade, rival de Fernando Iggnácio, foi preso em outubro de 2024 acusado de ser o mandante do crime. Rogério Andrade, sobrinho de Castor, foi preso por ser suspeito de mandar matar o rival Fernando Iggnácio (de óculos), genro de Castor Reprodução TV Globo Ex-PM condenado Rodrigo Silva das Neves, ex-PM preso desde 2021 acusado de envolvimento no assassinato do bicheiro Fernando Iggnácio em 2020, foi condenado por homicídio triplamente qualificado Henrique Coelho/g1 Em abril, o ex-PM Rodrigo Silva das Neves foi condenado a 32 anos, 9 meses e 18 dias de prisão. Segundo a acusação, o ex-PM estava no local do homicídio, cedeu o veículo utilizado para o assassinato e, em seu apartamento, foram achadas as armas do crime. Em um diário encontrado por investigadores, ele lamentou o dia em que as armas foram achadas. Vídeos de câmeras de segurança mostraram que os criminosos, horas após o crime, saíram juntos do prédio onde Rodrigo morava, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. Quais são as provas, segundo o MP Contraventor Rogério Andrade é preso por mandar matar rival Fernando Iggnácio A participação de Pedro Emanuel e Otto Samuel no crime, segundo o Ministério Público, foi confirmada a partir de imagens de câmeras de segurança e também dados telefônicos e telemáticos (de localização). Pedro Emanuel, de acordo com a acusação, fez um voo de helicóptero no dia 7 de novembro para calcular o exato trajeto de Fernando Iggnácio de helicóptero até o Rio. O contraventor tinha uma casa de verão na Ponta da Raposinha, em Ilha Grande, na Costa Verde do estado. Além disso, segundo o MP, ele também calculou o tempo exato para que a vítima saísse do helicóptero, pegasse o carrinho de golfe da empresa Heli-Rio e chegasse ao seu carro. No celular de Pedro, estavam armazenadas imagens desse voo de reconhecimento, de acordo com as investigações. Já Otto apresentou um atestado falso na Polícia Militar de São Paulo para estar no Rio na época em que o crime aconteceu. Além disso, segundo as investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), a antena de seu telefone coincidia com a localização exata do carro Fox utilizado no crime e na fuga para Campo Grande. Relembre o crime Contraventor Fernando Iggnácio é executado no Recreio Iggnácio, genro e herdeiro do contraventor Castor de Andrade, foi executado em 10 de novembro de 2020 em uma emboscada no Recreio dos Bandeirantes. Ele tinha acabado de desembarcar de um helicóptero, vindo de Angra dos Reis, na Costa Verde, e foi alvejado ao caminhar até o carro. Os tiros foram de fuzil 556. Os criminosos esperaram por cerca de 4 horas até a chegada de Fernando Iggnácio ao seu veículo, antes de realizarem os disparos. Quatro pessoas estavam escondidas em uma área de mato alto, utilizando roupas camufladas típicas de forças especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Segundo as investigações, a morte de Iggnácio foi encomendada por Rogério Andrade, sobrinho de Castor de Andrade e apontado como o maior bicheiro do Rio. 29 de outubro - Rogério Andrade, o maior bicheiro do Rio, é preso por mandar matar o rival, Fernando Iggnácio, executado em novembro de 2020. JOSE LUCENA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO Rogério foi preso em outubro de 2024 e transferido em novembro para o Presídio Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Mesmo após pedidos de sua defesa, o STF negou a liberdade de Andrade, que segue preso e responde a um processo separado, onde chegou a acompanhar por videoconferência uma das audiências.
Justiça inicia júri de irmãos acusados pelo homicídio do bicheiro Fernando Iggnácio
Piemonte Escrito em 16/07/2026
Fernando Iggnácio, genro do contraventor Castor de Andrade, foi executado dentro de heliporto na Zona Oeste do Rio Luciano Belford/Agência O Dia/Estadão Conteúdo O Tribunal de Justiça do Rio inicia nesta quinta-feira (16) mais um júri popular relacionado ao homicídio do bicheiro Fernando Iggnácio, ocorrido em 2020. Os irmãos Pedro Emanuel D'onofre Andrade e Otto Samuel D'onofre Andrade vão sentar no banco dos réus e responder por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de meio cruel e uso de emboscada e meios que impossibilitaram a defesa da vítima) (entenda quais são as provas contra eles mais abaixo). O julgamento dos irmãos foi desmembrado. Inicialmente, eles seriam julgados junto com Rodrigo Silva das Neves, ex-policial militar condenado a 32 anos, 9 meses e 18 dias de prisão pelo crime. Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Suspeitos da morte do bicheiro Fernando Iggnácio deixam prédio horas após o crime A defesa dos irmãos passou por mudanças durante o processo. Pedro Emanuel D'onofre Andrade e Otto Samuel D'onofre Andrade destituíram o advogado Flavio Fernandes após um entendimento de que a atuação conjunta na defesa dos dois réus poderia causar problemas no andamento da ação. Posteriormente, o advogado foi reintegrado ao caso. O advogado também pediu a abertura de um incidente de insanidade mental para Pedro, mas a solicitação foi negada pela Justiça. Pedro Emanuel D'onofre Cordeiro, preso no Paraná em janeiro de 2025 Reprodução Otto Samuel, ex-PM de São Paulo, também preso por participação no crime Reprodução O bicheiro Rogério Andrade, rival de Fernando Iggnácio, foi preso em outubro de 2024 acusado de ser o mandante do crime. Rogério Andrade, sobrinho de Castor, foi preso por ser suspeito de mandar matar o rival Fernando Iggnácio (de óculos), genro de Castor Reprodução TV Globo Ex-PM condenado Rodrigo Silva das Neves, ex-PM preso desde 2021 acusado de envolvimento no assassinato do bicheiro Fernando Iggnácio em 2020, foi condenado por homicídio triplamente qualificado Henrique Coelho/g1 Em abril, o ex-PM Rodrigo Silva das Neves foi condenado a 32 anos, 9 meses e 18 dias de prisão. Segundo a acusação, o ex-PM estava no local do homicídio, cedeu o veículo utilizado para o assassinato e, em seu apartamento, foram achadas as armas do crime. Em um diário encontrado por investigadores, ele lamentou o dia em que as armas foram achadas. Vídeos de câmeras de segurança mostraram que os criminosos, horas após o crime, saíram juntos do prédio onde Rodrigo morava, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. Quais são as provas, segundo o MP Contraventor Rogério Andrade é preso por mandar matar rival Fernando Iggnácio A participação de Pedro Emanuel e Otto Samuel no crime, segundo o Ministério Público, foi confirmada a partir de imagens de câmeras de segurança e também dados telefônicos e telemáticos (de localização). Pedro Emanuel, de acordo com a acusação, fez um voo de helicóptero no dia 7 de novembro para calcular o exato trajeto de Fernando Iggnácio de helicóptero até o Rio. O contraventor tinha uma casa de verão na Ponta da Raposinha, em Ilha Grande, na Costa Verde do estado. Além disso, segundo o MP, ele também calculou o tempo exato para que a vítima saísse do helicóptero, pegasse o carrinho de golfe da empresa Heli-Rio e chegasse ao seu carro. No celular de Pedro, estavam armazenadas imagens desse voo de reconhecimento, de acordo com as investigações. Já Otto apresentou um atestado falso na Polícia Militar de São Paulo para estar no Rio na época em que o crime aconteceu. Além disso, segundo as investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), a antena de seu telefone coincidia com a localização exata do carro Fox utilizado no crime e na fuga para Campo Grande. Relembre o crime Contraventor Fernando Iggnácio é executado no Recreio Iggnácio, genro e herdeiro do contraventor Castor de Andrade, foi executado em 10 de novembro de 2020 em uma emboscada no Recreio dos Bandeirantes. Ele tinha acabado de desembarcar de um helicóptero, vindo de Angra dos Reis, na Costa Verde, e foi alvejado ao caminhar até o carro. Os tiros foram de fuzil 556. Os criminosos esperaram por cerca de 4 horas até a chegada de Fernando Iggnácio ao seu veículo, antes de realizarem os disparos. Quatro pessoas estavam escondidas em uma área de mato alto, utilizando roupas camufladas típicas de forças especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Segundo as investigações, a morte de Iggnácio foi encomendada por Rogério Andrade, sobrinho de Castor de Andrade e apontado como o maior bicheiro do Rio. 29 de outubro - Rogério Andrade, o maior bicheiro do Rio, é preso por mandar matar o rival, Fernando Iggnácio, executado em novembro de 2020. JOSE LUCENA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO Rogério foi preso em outubro de 2024 e transferido em novembro para o Presídio Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Mesmo após pedidos de sua defesa, o STF negou a liberdade de Andrade, que segue preso e responde a um processo separado, onde chegou a acompanhar por videoconferência uma das audiências.
