Banco de Brasília (BRB) Jornal Nacional/ Reprodução Termina nesta terça-feira (30) o "prazo" mais recente anunciado pelo próprio governo do Distrito Federal e pelo Banco de Brasília (BRB) para a recomposição do patrimônio do banco e a divulgação do balanço consolidado de 2025. As duas medidas, no entanto, devem ser adiadas mais uma vez. Os relatórios operacionais do BRB estão represados desde que a operação Compliance Zero, da Polícia Federal, revelou uma série de irregularidades e supostos crimes envolvendo o Banco Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp. ➡️O BRB tentou comprar o Master, mas a transação foi barrada pelo Banco Central. Ainda assim, entre 2024 e 2025, o banco distrital negociou cerca de R$ 30 bilhões com o banco de Vorcaro. ➡️O BRB estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões dos créditos comprados do Master são inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. Na prática, "crédito podre" que pode se transformar em um rombo no patrimônio do banco. ➡️O governo diz que consegue recuperar R$ 2,2 bilhões para cobrir parte desses títulos ruins com outras medidas – mas precisaria de um empréstimo para os outros R$ 6,6 bilhões. LEIA: BRB: o que já se sabe e o que ainda é dúvida sobre o empréstimo de R$ 6,6 bilhões para salvar o banco O g1 questionou o Banco de Brasília (BRB), mas não recebeu retorno. A Secretaria de Economia afirmou nesta terça-feira (29) que a operação está sendo ajustada junto ao sindicato dos bancos, responsável por oferecer o aval, e ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que deve financiar o governo do Distrito Federal. "O governo já está pronto para assinar o contrato, mas depende dos trâmites das instituições financeiras envolvidas e não há prazo legal para sua conclusão", indicou a pasta. BRB vai divulgar balanço de 2025 até 30 de junho, diz presidente Em entrevista exclusiva à TV Globo, no fim de maio, o presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, afirmou que a instituição pretendia divulgar os balanços financeiros de 2025 até 30 de junho. "A expectativa é apresentar os balanços até 30 de junho, já incorporando as operações e movimentações realizadas pelo banco ao longo do período até o momento", destaca o presidente do BRB. A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), também havia indicado que o acordo poderia ser fechado em cerca de 15 dias. "O Banco do Brasil exigiu que passasse pela Câmara Distrital, nós aprovamos nesta terça-feira [9]. E eu acho que o prazo é mais ou menos esse, mais uns 15 dias", disse Celina Leão em entrevista no dia 13 de junho. Juros e prazos ainda não foram divulgados O presidente do BRB também afirmou que havia pontos pendentes para a conclusão do acordo, como a definição de taxas de juros. Segundo ele, a formalização da operação também dependia da apresentação de um plano de negócios que comprovasse a suficiência dos recursos. “É importante que o BRB apresente um plano de negócio para avaliar se esse valor é suficiente para a perenização do banco, e é isso que está sendo feito”, completou. Apesar disso, até agora, nem o balanço foi divulgado nem o detalhamento final da operação foi concluído. Presidente do BRB explica modelagem do empréstimo que pode salvar o banco O que falta esclarecer sobre o acordo? Mesmo após meses de negociações, ainda há dúvidas importantes sobre a operação envolvendo o BRB: Valor exato do aporte: o montante final que o GDF pretende injetar no banco não foi detalhado publicamente em sua totalidade Origem dos recursos: não está claro de quais fontes orçamentárias sairão os bilhões previstos Impacto nas contas públicas: falta de transparência sobre os efeitos fiscais da operação Situação real do banco: sem a divulgação dos balanços atualizados, não é possível avaliar com precisão a saúde financeira do BRB Destino dos recursos: ainda não está totalmente claro como o dinheiro será aplicado dentro da instituição Na prática, toda a modelagem do empréstimo ainda pode mudar. O próprio BRB reconhece que, no mercado financeiro, quem estabelece as condições de um crédito é o lado que empresta, e não, o lado que toma emprestado. Se as condições do acordo ficarem muito distantes das práticas de mercado, os bancos privados e públicos que atuam na garantia podem ser pressionados a recuar da transação. Por isso, ainda não é possível responder às seguintes perguntas: Qual será o custo total do empréstimo? Quando o DF vai começar a quitar? Em qual ritmo, e quanto será o desembolso mensal? De onde virá o dinheiro para o DF pagar essas parcelas mensais estimadas em quase R$ 100 milhões? O orçamento da capital comporta esses valores? Se não, o que será cortado? O BRB vai conseguir devolver recursos aos cofres do DF, quando se recuperar? Se sim, quanto e em qual ritmo? Os executivos que forem punidos devolverão dinheiro para ressarcir os cofres do BRB? Se sim, esse dinheiro será usado na quitação do empréstimo? Governo Lula e DF fazem acordo bilionário para socorrer BRB O que diz a Secretaria de Economia? "A Secretaria de Economia esclarece que a operação de crédito negociada no STF, com participação do Ministério da Fazenda e do Banco Central, permitirá ao GDF concluir a capitalização do BRB. A operação está sendo acertada junto ao sindicato de bancos que vai oferecer o aval e pelo FGC, que vai financiar o GDF. O governo já está pronto para assinar o contrato, mas depende dos trâmites das instituições financeiras envolvidas e não há prazo legal para sua conclusão." LEIA TAMBÉM: VÍDEO: SESI Lab cria ‘galeria viva’ com 90 espécies de plantas em Brasília; veja como vai ficar PONTO FACULTATIVO: Pacientes de hospital público do DF têm consultas desmarcadas por causa de jogo do Brasil Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
'Prazo' para governo do DF aportar bilhões e BRB divulgar balanços termina nesta terça – e deve ser descumprido mais uma vez
Piemonte Escrito em 30/06/2026
Banco de Brasília (BRB) Jornal Nacional/ Reprodução Termina nesta terça-feira (30) o "prazo" mais recente anunciado pelo próprio governo do Distrito Federal e pelo Banco de Brasília (BRB) para a recomposição do patrimônio do banco e a divulgação do balanço consolidado de 2025. As duas medidas, no entanto, devem ser adiadas mais uma vez. Os relatórios operacionais do BRB estão represados desde que a operação Compliance Zero, da Polícia Federal, revelou uma série de irregularidades e supostos crimes envolvendo o Banco Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp. ➡️O BRB tentou comprar o Master, mas a transação foi barrada pelo Banco Central. Ainda assim, entre 2024 e 2025, o banco distrital negociou cerca de R$ 30 bilhões com o banco de Vorcaro. ➡️O BRB estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões dos créditos comprados do Master são inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. Na prática, "crédito podre" que pode se transformar em um rombo no patrimônio do banco. ➡️O governo diz que consegue recuperar R$ 2,2 bilhões para cobrir parte desses títulos ruins com outras medidas – mas precisaria de um empréstimo para os outros R$ 6,6 bilhões. LEIA: BRB: o que já se sabe e o que ainda é dúvida sobre o empréstimo de R$ 6,6 bilhões para salvar o banco O g1 questionou o Banco de Brasília (BRB), mas não recebeu retorno. A Secretaria de Economia afirmou nesta terça-feira (29) que a operação está sendo ajustada junto ao sindicato dos bancos, responsável por oferecer o aval, e ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que deve financiar o governo do Distrito Federal. "O governo já está pronto para assinar o contrato, mas depende dos trâmites das instituições financeiras envolvidas e não há prazo legal para sua conclusão", indicou a pasta. BRB vai divulgar balanço de 2025 até 30 de junho, diz presidente Em entrevista exclusiva à TV Globo, no fim de maio, o presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, afirmou que a instituição pretendia divulgar os balanços financeiros de 2025 até 30 de junho. "A expectativa é apresentar os balanços até 30 de junho, já incorporando as operações e movimentações realizadas pelo banco ao longo do período até o momento", destaca o presidente do BRB. A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), também havia indicado que o acordo poderia ser fechado em cerca de 15 dias. "O Banco do Brasil exigiu que passasse pela Câmara Distrital, nós aprovamos nesta terça-feira [9]. E eu acho que o prazo é mais ou menos esse, mais uns 15 dias", disse Celina Leão em entrevista no dia 13 de junho. Juros e prazos ainda não foram divulgados O presidente do BRB também afirmou que havia pontos pendentes para a conclusão do acordo, como a definição de taxas de juros. Segundo ele, a formalização da operação também dependia da apresentação de um plano de negócios que comprovasse a suficiência dos recursos. “É importante que o BRB apresente um plano de negócio para avaliar se esse valor é suficiente para a perenização do banco, e é isso que está sendo feito”, completou. Apesar disso, até agora, nem o balanço foi divulgado nem o detalhamento final da operação foi concluído. Presidente do BRB explica modelagem do empréstimo que pode salvar o banco O que falta esclarecer sobre o acordo? Mesmo após meses de negociações, ainda há dúvidas importantes sobre a operação envolvendo o BRB: Valor exato do aporte: o montante final que o GDF pretende injetar no banco não foi detalhado publicamente em sua totalidade Origem dos recursos: não está claro de quais fontes orçamentárias sairão os bilhões previstos Impacto nas contas públicas: falta de transparência sobre os efeitos fiscais da operação Situação real do banco: sem a divulgação dos balanços atualizados, não é possível avaliar com precisão a saúde financeira do BRB Destino dos recursos: ainda não está totalmente claro como o dinheiro será aplicado dentro da instituição Na prática, toda a modelagem do empréstimo ainda pode mudar. O próprio BRB reconhece que, no mercado financeiro, quem estabelece as condições de um crédito é o lado que empresta, e não, o lado que toma emprestado. Se as condições do acordo ficarem muito distantes das práticas de mercado, os bancos privados e públicos que atuam na garantia podem ser pressionados a recuar da transação. Por isso, ainda não é possível responder às seguintes perguntas: Qual será o custo total do empréstimo? Quando o DF vai começar a quitar? Em qual ritmo, e quanto será o desembolso mensal? De onde virá o dinheiro para o DF pagar essas parcelas mensais estimadas em quase R$ 100 milhões? O orçamento da capital comporta esses valores? Se não, o que será cortado? O BRB vai conseguir devolver recursos aos cofres do DF, quando se recuperar? Se sim, quanto e em qual ritmo? Os executivos que forem punidos devolverão dinheiro para ressarcir os cofres do BRB? Se sim, esse dinheiro será usado na quitação do empréstimo? Governo Lula e DF fazem acordo bilionário para socorrer BRB O que diz a Secretaria de Economia? "A Secretaria de Economia esclarece que a operação de crédito negociada no STF, com participação do Ministério da Fazenda e do Banco Central, permitirá ao GDF concluir a capitalização do BRB. A operação está sendo acertada junto ao sindicato de bancos que vai oferecer o aval e pelo FGC, que vai financiar o GDF. O governo já está pronto para assinar o contrato, mas depende dos trâmites das instituições financeiras envolvidas e não há prazo legal para sua conclusão." LEIA TAMBÉM: VÍDEO: SESI Lab cria ‘galeria viva’ com 90 espécies de plantas em Brasília; veja como vai ficar PONTO FACULTATIVO: Pacientes de hospital público do DF têm consultas desmarcadas por causa de jogo do Brasil Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
